A Criatividade é algo que nos é inato.
A Criatividade faz parte de nós.
É algo que se exala,
que está em nós e resulta do simples acto de viver.
A criatividade é debelada,
decepada,
encaixotada todos os dias
Apaziguada,
domesticada
e por vezes aniquilada pelos preconceitos e pelos medos.
Medo de perder o que se tem.
Medo de largar níveis de conforto adquiridos.
Há que ganhar auto-estima
Há que conhecer o nosso valor
Há que gostar de nós próprios mais do que aos outros.
Para depois podemos gostar dos outros.
Assim a criatividade emerge
Concretiza-se no acontecer,
Quando se quer, porque se quer,
Lá no fundo.
Agir – Concretizar
E depois contemplar – aprender com o que somos capazes de pintar
Ver a magia que surpreende.
Supreendemo-nos com nós próprios,
Aprendemos e sentimo-nos recarregados.
Somos capazes de sorrir. E de ver que sorriem para nós..
Sem medos.
terça-feira, maio 29, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
O poder está em ti
A borboleta no estômago anuncia o crescendo.
O entusiasmo que se acentua,
A inspiração que se aproxima.
Tu cresces para além do que se vê.
Tu alimentas para além do que é palpável.
Surge então a 15ª pedra do teu jardim zen
O Mundo deixa de ser o que está lá fora e passa a ser o que tens dentro de ti.
Nada mais importa - o relógio parou de correr.
Enfrentas-te.
A ti,
Aos teus defeitos,
Às tuas virtudes.
Neste pequeno momento da tua vida cresces mais um pouco.
Conheces-te mais um pedaço.
Como que de um bolo se tratasse.
Um prazer.
O entusiasmo que se acentua,
A inspiração que se aproxima.
Tu cresces para além do que se vê.
Tu alimentas para além do que é palpável.
Surge então a 15ª pedra do teu jardim zen
O Mundo deixa de ser o que está lá fora e passa a ser o que tens dentro de ti.
Nada mais importa - o relógio parou de correr.
Enfrentas-te.
A ti,
Aos teus defeitos,
Às tuas virtudes.
Neste pequeno momento da tua vida cresces mais um pouco.
Conheces-te mais um pedaço.
Como que de um bolo se tratasse.
Um prazer.
quinta-feira, maio 17, 2007
O Segredo da Juventude
O segredo está em deixarmos de olhar para trás como tempo que já não volta.
O segredo está em olhar para a frente como tempo para aprender mais.
Em vez de pensarmos que somos mentes jovens em corpos velhos,
basta definirmo-nos como pessoas jovens com mentes maduras.
Visualiza-te como uma pessoa de 23 anos e com uma mente madura, como a tua.
Fantástico.
O segredo está em olhar para a frente como tempo para aprender mais.
Em vez de pensarmos que somos mentes jovens em corpos velhos,
basta definirmo-nos como pessoas jovens com mentes maduras.
Visualiza-te como uma pessoa de 23 anos e com uma mente madura, como a tua.
Fantástico.
Paciência
Paciência é acreditar no teu valor.
Saber que por mais adversidades que existam,
O Pólo Norte é conquistado.
Paciência é ter tempo para te examinares.
É rever as tuas prioridades,
E criar certezas inabaláveis.
Paciência é respeitar.
Paciência é crescer.
Perder é apenas um outra forma de ganhar.
"Nada se perde. Tudo se transforma."
Saber que por mais adversidades que existam,
O Pólo Norte é conquistado.
Paciência é ter tempo para te examinares.
É rever as tuas prioridades,
E criar certezas inabaláveis.
Paciência é respeitar.
Paciência é crescer.
Perder é apenas um outra forma de ganhar.
"Nada se perde. Tudo se transforma."
quarta-feira, maio 16, 2007
Felicidade
Feliz por estar feliz
Agradecer.
Estarmos conscientes pela felicidade que nasce à nossa volta e vivê-la
Enaltecê-la e saboreá-la.
Contemplar o estado de extrema felicidade em que vivemos
Não é desconcertante, é entusiasmante.
Temos tudo o que queremos e temos tudo, para termos o que quisermos.
Agradecer.
Estarmos conscientes pela felicidade que nasce à nossa volta e vivê-la
Enaltecê-la e saboreá-la.
Contemplar o estado de extrema felicidade em que vivemos
Não é desconcertante, é entusiasmante.
Temos tudo o que queremos e temos tudo, para termos o que quisermos.
quarta-feira, março 28, 2007
Simplicidade
Tão simples, o ser humano
Todos,
utilizando as mesmas regras,
os mesmos anseios,
as mesmas necessidades.
Se não vês, é porque estás muito perto, muito envolvido - Afasta-te mais um pouco.
Tão simples que é o querer ser complexo.
Esta necessidade implícita de complicar o que devia ser simples.
No fundo é a roda a girar.
Complicar,
para aprender a necessidade de descomplicar.
A sabedoria e enaltecimento surgem sempre do pouco que muito faz e não do contrário.
Pára - Olha para ti!
Depois vai - Abre as asas e voa.
Todos,
utilizando as mesmas regras,
os mesmos anseios,
as mesmas necessidades.
Se não vês, é porque estás muito perto, muito envolvido - Afasta-te mais um pouco.
Tão simples que é o querer ser complexo.
Esta necessidade implícita de complicar o que devia ser simples.
No fundo é a roda a girar.
Complicar,
para aprender a necessidade de descomplicar.
A sabedoria e enaltecimento surgem sempre do pouco que muito faz e não do contrário.
Pára - Olha para ti!
Depois vai - Abre as asas e voa.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
A pergunta mais difícil e a resposta mais simples
A pergunta difícil é questionar Darwin sobre o que ele pensa da vida depois da morte.
A resposta simples é que basta um sinal de vida para acreditarmos na eternidade.
A resposta simples é que basta um sinal de vida para acreditarmos na eternidade.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
CO2
Reclamamos justiça aos Estados Unidos.
Reclamamos consciência ao Sr Bush,
e assistimos ao lobbie também aqui, debaixo dos nossos pés.
Os limites de CO2 de Bruxelas recuaram perante a Porsche, a BMW e a Mercedes...
Reclamamos consciência ao Sr Bush,
e assistimos ao lobbie também aqui, debaixo dos nossos pés.
Os limites de CO2 de Bruxelas recuaram perante a Porsche, a BMW e a Mercedes...
Vertigem
A sensação vertiginosa da velocidade
O instante presente
O voar por um objectivo
Sentir as margens desvanecerem
Sentir o crescer, o enaltecer
O sprint contínuo ao som de Smashing Pumpkins / Tonight
A vertigem - o arrepio - a paz
"but you're sure you could be right if you held yourself up to the light.
the indescribable moments of your life tonight.
believe in me as i believe in you"
O instante presente
O voar por um objectivo
Sentir as margens desvanecerem
Sentir o crescer, o enaltecer
O sprint contínuo ao som de Smashing Pumpkins / Tonight
A vertigem - o arrepio - a paz
"but you're sure you could be right if you held yourself up to the light.
the indescribable moments of your life tonight.
believe in me as i believe in you"
quarta-feira, janeiro 31, 2007
O padrão
Em Lisboa existe um Padrão de Desconhecimentos.
À primeira vista é apenas a representação de uma nau portuguesa.
Se olharmos mais de perto encontramos outra coisa.
Encontramos um manual, um livro aberto.
Uma lição sobre a realidade portuguesa num retrato nu, cru e até anedótico.
De um Portugal, de uma Empresa, de um Homem de ontem e de hoje.
À frente está o Infante, um homem que representa a visão.
Um homem que sozinho não vale nada sem a equipa.
Logo de seguida o herdeiro que sobrevive sorridente à sombra do Infante.
Depois vêm os braços direitos
A força do lado direito, a sapiência do lado esquerdo
O medo e o receio está patente no olhar de muitos. Há que incorporá-lo tal como outro factor a ponderar - representa o risco.
Do lado nascente os objectivos:
A evangelização, o negócio, o conhecimento, a fome de novas do novo Mundo. A necessidade de poder.
Do lado poente o plano real - O que é necessário fazer.
Tecnologia - quadrantes, astrolábios e esferas armilares.
Poetas e artistas também estão lá, essenciais para imortalizar a obra.
E no fim, a mulher - sempre a mulher
Porque no fim de tudo quem move o homem é sempre a mulher.
Olha para o padrão. Olha-o nos olhos.
Ouve o que ele te diz.
O Camões, o Infante e outros que tais estão lá apenas para baralhar.
Apenas para cumprir o requisito.
Um pouco como a arte da imprensa em regimes totalitários.
À primeira vista é apenas a representação de uma nau portuguesa.
Se olharmos mais de perto encontramos outra coisa.
Encontramos um manual, um livro aberto.
Uma lição sobre a realidade portuguesa num retrato nu, cru e até anedótico.
De um Portugal, de uma Empresa, de um Homem de ontem e de hoje.
À frente está o Infante, um homem que representa a visão.
Um homem que sozinho não vale nada sem a equipa.
Logo de seguida o herdeiro que sobrevive sorridente à sombra do Infante.
Depois vêm os braços direitos
A força do lado direito, a sapiência do lado esquerdo
O medo e o receio está patente no olhar de muitos. Há que incorporá-lo tal como outro factor a ponderar - representa o risco.
Do lado nascente os objectivos:
A evangelização, o negócio, o conhecimento, a fome de novas do novo Mundo. A necessidade de poder.
Do lado poente o plano real - O que é necessário fazer.
Tecnologia - quadrantes, astrolábios e esferas armilares.
Poetas e artistas também estão lá, essenciais para imortalizar a obra.
E no fim, a mulher - sempre a mulher
Porque no fim de tudo quem move o homem é sempre a mulher.
Olha para o padrão. Olha-o nos olhos.
Ouve o que ele te diz.
O Camões, o Infante e outros que tais estão lá apenas para baralhar.
Apenas para cumprir o requisito.
Um pouco como a arte da imprensa em regimes totalitários.
Linguagem Gestual
Está hoje no Diário Económico uma foto gigante ilustrativa dos contactos entre Portugal e a China.
A linguagem gestual diz tudo.
O tradicional aperto de mão.
Sócrates de braço extendido
E do lado de lá... um aperto de mão recuado, junto ao tronco.
Para mim esta imagem diz tudo:
Sim, és português e eu chinês.
Bem-vindo quem vem por bem e que me traga vantagens.
Caso contrário...Eu sou a China e tu és Portugal.
A linguagem gestual diz tudo.
O tradicional aperto de mão.
Sócrates de braço extendido
E do lado de lá... um aperto de mão recuado, junto ao tronco.
Para mim esta imagem diz tudo:
Sim, és português e eu chinês.
Bem-vindo quem vem por bem e que me traga vantagens.
Caso contrário...Eu sou a China e tu és Portugal.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Filantropia está na moda
Filantropia - Pois agora é o que está na moda.
Antes era só no Natal quando a consciência apertava.
Agora é quando o homem quer - quando a Moda assim o dita.
Sinceramente estou dividido.
Para mim o genuíno filantropo é o anónimo, o que nada pede em troca.
Também sei que se não fosse estas ondas de filantropia interesseira nunca se teriam tantos frutos.
É como a floresta. Essa também está na moda mas não dá tanto.
Plantaram-se milhares de carvalhos na Serra da Estrela, mas não é como a Leucemia.
Isto não quer dizer que as crianças do IPO não o mereçam. Merecem sim senhor. Isso e muito mais até porque é um tema que me é familiar, mas o que me choca é a leviandade com que certas pessoas ou entidades abordam o tema da filantropia.
E às vezes é apenas a forma como o marketing chuta as boas intenções cá para fora.
Assim não saímos da velha premissa de que 5 euros valem mais de quem não tem o que comer, do que 12 milhões de quem não sabe o que é cancro.
12 Milhões é sempre mais. São sempre mais bocas a alimentar.
Mais valia irem todos comprar um Mac.
Lá está - Mac-Moda. ;-)
Antes era só no Natal quando a consciência apertava.
Agora é quando o homem quer - quando a Moda assim o dita.
Sinceramente estou dividido.
Para mim o genuíno filantropo é o anónimo, o que nada pede em troca.
Também sei que se não fosse estas ondas de filantropia interesseira nunca se teriam tantos frutos.
É como a floresta. Essa também está na moda mas não dá tanto.
Plantaram-se milhares de carvalhos na Serra da Estrela, mas não é como a Leucemia.
Isto não quer dizer que as crianças do IPO não o mereçam. Merecem sim senhor. Isso e muito mais até porque é um tema que me é familiar, mas o que me choca é a leviandade com que certas pessoas ou entidades abordam o tema da filantropia.
E às vezes é apenas a forma como o marketing chuta as boas intenções cá para fora.
Assim não saímos da velha premissa de que 5 euros valem mais de quem não tem o que comer, do que 12 milhões de quem não sabe o que é cancro.
12 Milhões é sempre mais. São sempre mais bocas a alimentar.
Mais valia irem todos comprar um Mac.
Lá está - Mac-Moda. ;-)
segunda-feira, janeiro 15, 2007
A escrita de Deus
Deus não escreve direito por linhas tortas.
Deus escreve.
As linhas que se moldem.
Quem é o teu Deus?
Deus escreve.
As linhas que se moldem.
Quem é o teu Deus?
quarta-feira, janeiro 10, 2007
O cigarro dos nossos pulmões
O cigarro está para os humanos tal como o Sr Blairo Maggi está para o Planeta Terra.
Este senhor consegue com 1 recurso por cada 160 hectares dar cabo da nossa vida.
Trocando Floresta Tropical por Soja lá vai ele, feliz e contente
criando a sua fortuna.
Será que ele não percebe que de nada servirá aos seus filhos?
Será que ele ainda não aprendeu que a Terra é um empréstimo e não uma dádiva?
Por vezes espanto-me com a inteligência das avestruzes comparadas com certas pessoas.
Existem pessoas que nem corpo têm.
Só uma grande cabeça oca enterrada neste caso no Pantanal.
Ao que corta a árvore eu não condeno
Ao que tem o filho a chorar de fome eu não condeno a sua pouca consideração pelo ambiente.
Provavelmente faria o mesmo.
O segredo não está em acabar com o Jagunço
O segredo não está em acabar com a cultura de soja no Brasil
O segredo está em encontrar como fazer dinheiro em favor do ambiente e não contra.
Essa é a fórmula de sucesso e a única capaz de viabilizar a reviravolta.
Apenas quando plantar for mais rentável do que cortar é que encontraremos o equilíbrio de novo.
Este senhor consegue com 1 recurso por cada 160 hectares dar cabo da nossa vida.
Trocando Floresta Tropical por Soja lá vai ele, feliz e contente
criando a sua fortuna.
Será que ele não percebe que de nada servirá aos seus filhos?
Será que ele ainda não aprendeu que a Terra é um empréstimo e não uma dádiva?
Por vezes espanto-me com a inteligência das avestruzes comparadas com certas pessoas.
Existem pessoas que nem corpo têm.
Só uma grande cabeça oca enterrada neste caso no Pantanal.
Ao que corta a árvore eu não condeno
Ao que tem o filho a chorar de fome eu não condeno a sua pouca consideração pelo ambiente.
Provavelmente faria o mesmo.
O segredo não está em acabar com o Jagunço
O segredo não está em acabar com a cultura de soja no Brasil
O segredo está em encontrar como fazer dinheiro em favor do ambiente e não contra.
Essa é a fórmula de sucesso e a única capaz de viabilizar a reviravolta.
Apenas quando plantar for mais rentável do que cortar é que encontraremos o equilíbrio de novo.
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Serei a minoria?
Serei a minoria?
Sou na verdade a maioria não assumida
Não reflectida
Não auto-conhecida
Parado no café observo troca de olhares
Senhoras carentes que se encaloram com a presença dos seus novos amigos.
Porventura demasiado evidentes quando terceiros se aproximam e dos primeiros não largam o olhar.
Porventura tão desesperadamente evidentes que desse desespero jamais se libertarão.
Outras há que de um monumental tédio resultante da sua conpanhia masculina catapultam-se precipitantemente para olhares ansiosos com a chegada da amiga.
No canto um homem que liberta o seu olhar solitário sobre a imagem da Soraia Chaves e o outro ainda, que por seu lado se afunda perdido, no seu jornal.
O frenesim rodeia-me. O trabalho desonrola-se.
Contudo, neste momento estou contente porque estou presente.
Uauu...
Chegou alguém com um sorriso,
Parece que o sol chegou à sala.
No meio deste ambiente carregado de sentimentos pesados, ânsias e frustações surge a inocência livre e desprendida.
Temos que aprender a descomplicar.
Sou na verdade a maioria não assumida
Não reflectida
Não auto-conhecida
Parado no café observo troca de olhares
Senhoras carentes que se encaloram com a presença dos seus novos amigos.
Porventura demasiado evidentes quando terceiros se aproximam e dos primeiros não largam o olhar.
Porventura tão desesperadamente evidentes que desse desespero jamais se libertarão.
Outras há que de um monumental tédio resultante da sua conpanhia masculina catapultam-se precipitantemente para olhares ansiosos com a chegada da amiga.
No canto um homem que liberta o seu olhar solitário sobre a imagem da Soraia Chaves e o outro ainda, que por seu lado se afunda perdido, no seu jornal.
O frenesim rodeia-me. O trabalho desonrola-se.
Contudo, neste momento estou contente porque estou presente.
Uauu...
Chegou alguém com um sorriso,
Parece que o sol chegou à sala.
No meio deste ambiente carregado de sentimentos pesados, ânsias e frustações surge a inocência livre e desprendida.
Temos que aprender a descomplicar.
terça-feira, dezembro 12, 2006
Riqueza
A nossa riqueza será tanto maior quanto maior for a diferença entre o que damos e o que recebemos.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
A confiança conquista-se
Algo que me é muito caro - A confiança.
Porque um dia não confiei.
Porque um dia não fui de confiança.
Porque não estive lá.
Naquele momento da minha infância.
Naquele dia em que tudo me caiu para o chão
No momento em que percebi o que não tinha feito.
E desde esse dia tenho vindo a mudar.
Esse meu amigo de infância tatuou-me.
Fez-me perceber com o seu silêncio o que eu não tinha feito.
Talvez por cobardia.
Talvez por receio da minha integridade física.
Talvez porque não dei o devido valor à amizade que sempre tive.
Ele fez-me compreender o valor do intangível.
Com a sua compreensão fez-me perceber,
que a sua amizade ia para além de casos efémeros.
Ia para além da confiança.
Era simplesmente e só uma grande amizade.
Sem pedir nada em troca.
Um irmão.
E aqui estou eu, anos depois e a pequenos passos
A aprender a andar
A aprender a dar.
Ontem um amigo ensinou-me
Hoje, tentei dar a minha amizade a um amigo.
Por mais difícil que fosse
Porque julguei que não me devia intrometer.
Mas a verdade é simples:
A amizade está no facto de nos colocarmos no lugar do outro
E sentir o que o outro sentiria como sendo nosso.
E intervir.
Agir se julgamos que é certo.
Mesmo que isso seja mal interpretado.
Mesmo que coloque em causa a confiança.
O final deve é ser sempre positivo.
A amizade vale mais do que a confiança.
Porque um dia não confiei.
Porque um dia não fui de confiança.
Porque não estive lá.
Naquele momento da minha infância.
Naquele dia em que tudo me caiu para o chão
No momento em que percebi o que não tinha feito.
E desde esse dia tenho vindo a mudar.
Esse meu amigo de infância tatuou-me.
Fez-me perceber com o seu silêncio o que eu não tinha feito.
Talvez por cobardia.
Talvez por receio da minha integridade física.
Talvez porque não dei o devido valor à amizade que sempre tive.
Ele fez-me compreender o valor do intangível.
Com a sua compreensão fez-me perceber,
que a sua amizade ia para além de casos efémeros.
Ia para além da confiança.
Era simplesmente e só uma grande amizade.
Sem pedir nada em troca.
Um irmão.
E aqui estou eu, anos depois e a pequenos passos
A aprender a andar
A aprender a dar.
Ontem um amigo ensinou-me
Hoje, tentei dar a minha amizade a um amigo.
Por mais difícil que fosse
Porque julguei que não me devia intrometer.
Mas a verdade é simples:
A amizade está no facto de nos colocarmos no lugar do outro
E sentir o que o outro sentiria como sendo nosso.
E intervir.
Agir se julgamos que é certo.
Mesmo que isso seja mal interpretado.
Mesmo que coloque em causa a confiança.
O final deve é ser sempre positivo.
A amizade vale mais do que a confiança.
sexta-feira, novembro 24, 2006
"Ela também não é parva"
Ela também não é parva - disse ele comentando o seu litígio com a sua ex-mulher.
Muito sinceramente...são os dois parvos.
Porque se casaram?
Porque se divorciaram?
Porque deixaram consumir-se por comentários infelizes no momento errado?
Tal como a morte pública de Kramer da série Seinfeld.
Este pobre homem disse demasiado no momento errado na hora errada.
Pior que isso foi tentar em vão levar o tema à exaustão numa esperança vã de um volte-face.
Volte-face esse que não surgiu..
A multidão condenou-o e ele perdido e só, definhou.
Tudo por meia dúzia de palavras mal medidas.
Tudo por um comentário infeliz.
Tudo por uma brincadeira de mau gosto.
O mau gosto surge do facto de esquecermos que o Mundo também gira para os outros.
Que os outros sofreram,
Que o outro tem sentimentos.
Nós só somos felizes com outros, nunca sozinhos.
Esquecê-los é esquecer a nossa felicidade.
E é aqui que surge o paradoxo.
Como libertar a nossa mente livremente sem ferir os outros?
Da mesma maneira que nos devemos questionar como seremos capazes de viver sem nos sentirmos feridos com as "brincadeiras de mau gosto" dos outros.
São de mau gosto porque em nós existe algo que não foi ainda digerido, caso contrário, seria simplesmente irrelevante.
Recriminar o próximo resulta simplesmente de uma reacção orgânica e involuntária de auto-defesa da nossa mente.
PS:
O triste episódio de Michael Richards (Kramer da série Seinfeld) está bem espelhado no Post "Quando a comédia dá para o torto" do Nuno Markl em http://www.havidaemmarkl.com/
Muito sinceramente...são os dois parvos.
Porque se casaram?
Porque se divorciaram?
Porque deixaram consumir-se por comentários infelizes no momento errado?
Tal como a morte pública de Kramer da série Seinfeld.
Este pobre homem disse demasiado no momento errado na hora errada.
Pior que isso foi tentar em vão levar o tema à exaustão numa esperança vã de um volte-face.
Volte-face esse que não surgiu..
A multidão condenou-o e ele perdido e só, definhou.
Tudo por meia dúzia de palavras mal medidas.
Tudo por um comentário infeliz.
Tudo por uma brincadeira de mau gosto.
O mau gosto surge do facto de esquecermos que o Mundo também gira para os outros.
Que os outros sofreram,
Que o outro tem sentimentos.
Nós só somos felizes com outros, nunca sozinhos.
Esquecê-los é esquecer a nossa felicidade.
E é aqui que surge o paradoxo.
Como libertar a nossa mente livremente sem ferir os outros?
Da mesma maneira que nos devemos questionar como seremos capazes de viver sem nos sentirmos feridos com as "brincadeiras de mau gosto" dos outros.
São de mau gosto porque em nós existe algo que não foi ainda digerido, caso contrário, seria simplesmente irrelevante.
Recriminar o próximo resulta simplesmente de uma reacção orgânica e involuntária de auto-defesa da nossa mente.
PS:
O triste episódio de Michael Richards (Kramer da série Seinfeld) está bem espelhado no Post "Quando a comédia dá para o torto" do Nuno Markl em http://www.havidaemmarkl.com/
quinta-feira, novembro 16, 2006
Um almoço a dois

Num azul turquesa navegava hoje o Tejo
Um respirar calmo e efervescente.
Um picado sereno.
O Mundo ali, à frente dos meus olhos.
A certa altura o relógio quebrou.
Da suspensão temporal precipitaram-se palavras
e com as gotas fechei o círculo.
"Eu sou,
O objecto da minha aprendizagem
Eu sou,
A ardósia do meu pensamento
Sou o distante e presente
O teimoso e complacente
O ambicioso e relativista
O amante e o artista
Eu e também tu.
Olha para o Tejo e observa o reflexo que ele te sussurra."
O Tejo deu corda ao relógio, acordou-me e o gelado de limão já era um, com o pudin flan.
A recompensa estava no prato à minha espera - A explosão do palato. O contraste da temperatura e da textura.
@Cervejaria Portugália - flutuando no espelho de água.
Um respirar calmo e efervescente.
Um picado sereno.
O Mundo ali, à frente dos meus olhos.
A certa altura o relógio quebrou.
Da suspensão temporal precipitaram-se palavras
e com as gotas fechei o círculo.
"Eu sou,
O objecto da minha aprendizagem
Eu sou,
A ardósia do meu pensamento
Sou o distante e presente
O teimoso e complacente
O ambicioso e relativista
O amante e o artista
Eu e também tu.
Olha para o Tejo e observa o reflexo que ele te sussurra."
O Tejo deu corda ao relógio, acordou-me e o gelado de limão já era um, com o pudin flan.
A recompensa estava no prato à minha espera - A explosão do palato. O contraste da temperatura e da textura.
@Cervejaria Portugália - flutuando no espelho de água.
quinta-feira, outubro 26, 2006
Toda essa ganga - um pequeno à parte
A propósito do comentário do António Lobo Antunes na apresentação do seu novo livro denominado "Não te vi em Babilónia" em que afirmou: "...Rita Ferro Rodrigues, Rodrigo Santos e toda essa ganga ..."
Gostava apenas de dizer o seguinte:
A "ganga" é uma força tal como qualquer outra.
São pessoas.
São poetas, cada um ao seu género.
Não lhe intitulo Sr Naftalina porque tal como não visto a "Ganga", calculo que também o Lobo Antunes se sinta incomodado quanto a qualquer tipo de estereotipo do seu trabalho.
Aliás, até sou da opinião que o António Lobo Antunes tem muito para ensinar.
Tal como todos nós.
A questão é que não podemos simplesmente pensar que só "naquele tempo é que era bom".
Temos que ser capazes de nos actualizar para o Presente.
Se não tivermos a capacidade de nos auto-reinventarmos constantemente - que é perfeitamente lícito - então pelo menos tenhamos a maturidade para respeitar o próximo.
Faz parte do que temos que aprender dentro de nós.
Tudo isto porque parece que o mau feitio está na moda.
É como se fosse uma falsa auto-confiança que as pessoas incutem nelas próprias.
Para se protegerem.
Em vez de combater a doença com antibióticos, basta simplesmente tirá-la do organismo.
Depois deixamos de ter o que esconder.
Gostava apenas de dizer o seguinte:
A "ganga" é uma força tal como qualquer outra.
São pessoas.
São poetas, cada um ao seu género.
Não lhe intitulo Sr Naftalina porque tal como não visto a "Ganga", calculo que também o Lobo Antunes se sinta incomodado quanto a qualquer tipo de estereotipo do seu trabalho.
Aliás, até sou da opinião que o António Lobo Antunes tem muito para ensinar.
Tal como todos nós.
A questão é que não podemos simplesmente pensar que só "naquele tempo é que era bom".
Temos que ser capazes de nos actualizar para o Presente.
Se não tivermos a capacidade de nos auto-reinventarmos constantemente - que é perfeitamente lícito - então pelo menos tenhamos a maturidade para respeitar o próximo.
Faz parte do que temos que aprender dentro de nós.
Tudo isto porque parece que o mau feitio está na moda.
É como se fosse uma falsa auto-confiança que as pessoas incutem nelas próprias.
Para se protegerem.
Em vez de combater a doença com antibióticos, basta simplesmente tirá-la do organismo.
Depois deixamos de ter o que esconder.
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